Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
Em uma ação sem precedentes, a Espanha decidiu enviar um navio de guerra para auxiliar a Flotilha Global Sumud, que navega em direção à Faixa de Gaza com ajuda humanitária. A medida, anunciada na quinta-feira (25/09), segue iniciativa similar da Itália e representa uma escalada no envolvimento europeu direto no conflito, intensificando o embate diplomático com Israel.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, justificou a decisão como uma forma de proteger cidadãos espanhóis e de outras nacionalidades a bordo, exigindo o cumprimento do direito internacional e a segurança da navegação no Mediterrâneo. O navio de ação marÃtima Furor (P-46) partiu do porto de Cartagena, equipado para prestar assistência e realizar resgates.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, afirmou que a proteção fornecida pelo navio militar "não representa uma ameaça a ninguém, incluindo Israel". A Espanha também aceitou pedidos da Bélgica e estava em conversações com a Irlanda para auxiliar seus cidadãos na flotilha.
Apesar da presença militar, as regras de engajamento estabelecidas pelos governos europeus são estritamente defensivas. Fontes militares espanholas deixaram claro que o navio Furor tem uma missão de salvamento e não de combate.
A decisão europeia ocorreu após a flotilha relatar ter sido alvo de ataques com drones em águas internacionais, a cerca de 30 milhas náuticas da ilha grega de Gavdos. Os organizadores relataram que os drones lançaram granadas de atordoamento e pó de mico sobre as embarcações, causando danos a alguns barcos, mas sem ferir nenhum ativista. Os membros da flotilha culparam Israel pelos ataques.
A Flotilha Global Sumud é a maior missão do tipo, composta por cerca de 50 barcos civis com parlamentares, juristas e ativistas, incluindo a sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ãvila. Seu objetivo declarado é romper o bloqueio naval imposto por Israel desde 2007 e entregar ajuda humanitária diretamente à população de Gaza.
A movimentação da Espanha não se limita ao envio do navio. O governo Sánchez adotou uma postura progressivamente mais crÃtica em relação a Israel, incluindo:
Enquanto isso, a Itália, que já havia enviado uma fragata, propôs um acordo alternativo: descarregar a ajuda humanitária em Chipre para que fosse entregue ao Patriarcado Latino de Jerusalém, que a distribuiria em Gaza. A primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que Israel apoiava a ideia, mas a delegação italiana da flotilha rejeitou a sugestão em nome do grupo, mantendo o objetivo original de romper o cerco.
O governo israelense mantém sua posição intransigente. O ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, afirmou que a rejeição da flotilha à proposta italiana mostrou que "seu verdadeiro propósito é a provocação e servir ao Hamas". Ele reafirmou que Israel "não permitirá que navios entrem em uma zona de combate ativa" e que tomará todas as medidas necessárias para impedi-los.
Com informações de: CNN Brasil, DN Portugal, DW, Euronews, RTP, TVT News, ZAP Aeiou. ■