Siga nossas redes sociais
Logo     
Siga nossos canais
   
O plano B do "Plano T" que "faz o L"
Com a suposta desistência de Tarcísio de Freitas da corrida presidencial de 2026, o PSD de Gilberto Kassab aciona seus "planos B" enquanto mantém a estratégia de neutralidade e diálogo com todos os lados, inclusive com o presidente Lula
Analise
Foto: https://s2-oglobo.glbimg.com/6PCqSsqz_ha3K7nFbRfXZ-Svpqo=/0x0:1920x1080/924x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/1/F/NsJ8VyS2eQPW5StAjf3Q/lula-e-ratinho.jpg
Compartilhar:
■   Bernardo Cahue, 26/09/2025

O cenário da direita para as eleições presidenciais de 2026 sofreu um abalo significativo com a suposta desistência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). De acordo com apuração do Blog do Camarotti (G1), Tarcísio tem comunicado a aliados em conversas reservadas que não pretende disputar o Planalto, demonstrando forte convicção de que ficará de fora da corrida presidencial.

Os motivos para essa decisão estariam diretamente ligados à fragmentação da direita. A avaliação do governador é de que ações de aliados, como o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na articulação das tarifas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil, contribuíram para dividir o campo conservador e fortalecer politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Diante desse contexto, Tarcísio concentrará toda a sua estratégia na reeleição ao governo de São Paulo em 2026, evitando os riscos de uma candidatura nacional incerta e a necessidade de depender integralmente do apoio da família Bolsonaro.

Com o "Plano T" (Tarcísio) aparentemente fora do tabuleiro presidencial, a cúpula do PSD já sinaliza a ativação de seus "planos B". O presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, declarou publicamente que, caso Tarcísio desista, a legenda tem outros nomes com viabilidade, citando os governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Nos bastidores, cresce a força de Ratinho Júnior, tratado como a alternativa principal (o "plano B" da direita), e que já vem sendo aproximado por Kassab de setores estratégicos do empresariado e do mercado financeiro.

A estratégia de Kassab, no entanto, vai além de simplesmente lançar um nome. Enquanto Tarcísio se alinha incondicionalmente a Bolsonaro, Ratinho Júnior e Eduardo Leite buscam um caminho pelo centro e centro-direita, distanciando-se das pautas mais radicais e apostando em um discurso de moderação e foco em gestão. Essa abordagem é complementada pela postura neutra que o PSD deve manter inicialmente. Kassab já admitiu que, em um eventual segundo turno, participará de conversas com o presidente Lula, indicando que o apoio ao petista é uma possibilidade real, assim como foi em 2022. Essa flexibilidade é a marca registrada da estratégia de Kassab: manter todas as portas abertas para garantir influência política, independentemente do vencedor.

Com informações de: G1, Estadão, CNN Brasil, Gazeta do Povo, Diário do Poder. ■

Mais Notícias