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Polônia promete abater aviões russos que violarem seu espaço aéreo
Declaração do primeiro-ministro Donald Tusk ocorre após série de incursões aéreas russas em países da Otan e reflete alerta geral na Europa
Europa
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■   Bernardo Cahue, 26/09/2025

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, declarou que o país está preparado para abater aeronaves estrangeiras que cruzarem seu território sem autorização. A afirmação contundente foi uma resposta direta a uma série de violações do espaço aéreo de países da Otan por aviões russos, que colocaram a Europa em alerta máximo.

"Certamente tomaremos decisões para abater objetos voadores quando eles violarem nosso território e sobrevoarem a Polônia", disse Tusk a repórteres. "Não há espaço para discussão aqui".

O anúncio polonês se seguiu a vários incidentes graves nas últimas semanas:

  • Três caças russos MiG-31 entraram no espaço aéreo da Estônia sem autorização por 12 minutos .
  • Pelo menos 20 drones russos violaram o espaço aéreo da Polônia no início de setembro, sendo alguns abatidos pelas defesas polonesas .
  • Aeroportos em Copenhaga (Dinamarca) e Oslo (Noruega) foram temporariamente fechados devido à detecção de drones não identificados nas proximidades.

Estônia e Polônia invocaram o Artigo 4 do tratado da Otan, que permite a um membro solicitar consultas formais com os aliados quando sua segurança é ameaçada. A aliança, por sua vez, iniciou a operação Eastern Sentry para reforçar as defesas aéreas em sua fronteira oriental.

Enquanto isso, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em Nova York que os países da Otan "devem abater os aviões russos" que entrem em seu espaço aéreo. No entanto, ao ser questionado sobre o envolvimento direto dos EUA em tal ação, respondeu: "Depende das circunstâncias".

A postura firme da Polônia contrasta com apelos por moderação de outros líderes europeus. O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, alertou para não cair na "armadilha" da Rússia, defendendo que a "serenidade não é cobardia, mas uma responsabilidade para com a paz na Europa". As autoridades estonianas também haviam avaliado que, durante a incursão em seu território, não havia necessidade militar imediata de abater os caças russos.

O Ministério da Defesa da Rússia nega as violações do espaço aéreo da Estônia, afirmando que seus caças cumpriam uma rota planejada em espaço aéreo internacional . Especialistas e governos ocidentais, no entanto, veem esses incidentes como parte de uma campanha mais ampla de Moscovo para testar os limites e as respostas da Otan.

Com informações de: Bloomberg, CNN Brasil, DN Portugal, Euronews. ■

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