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O sistema de saúde na Faixa de Gaza está dando seus últimos suspiros, de acordo com alertas do próprio Ministério da Saúde local. Em meio a uma intensificação dos ataques aéreos e terrestres israelenses, que mataram dezenas de pessoas apenas nas últimas 24 horas, os hospitais que ainda funcionam enfrentam condições desumanas. Relatos de profissionais de saúde descrevem a angústia de ter de realizar procedimentos cirúrgicos crÃticos em pacientes, incluindo crianças, com escassez ou completa falta de anestesia, um cenário classificado como um "verdadeiro pesadelo".
O colapso hospitalar é agravado pela falta de combustÃvel e suprimentos. Nos últimos dias, hospitais vitais, como o instituto pediátrico Al-Rantisi e o hospital oftalmológico de Gaza, foram obrigados a fechar as portas. De acordo com a agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA), 12 de suas instalações, incluindo escolas e clÃnicas usadas como abrigos, foram bombardeadas desde o inÃcio de setembro.
A ofensiva israelense, que entrou em uma fase crÃtica com uma operação terrestre na Cidade de Gaza, resultou em um número significativo de baixas e deslocamentos:
Perante a catástrofe humanitária, vozes internacionais se levantam. Antonio Costa, Presidente do Conselho Europeu, declarou que a decisão israelense de tomar controle de Gaza City "deve ter consequências para as relações UE-Israel". Em um pronunciamento, Costa pediu ao governo israelense que reconsiderasse sua ação, afirmando que ela não apenas viola acordos com a União Europeia, mas também "transgride fundamentais princÃpios do direito internacional e valores universais". Sua fala reforça o apelo feito por outros lÃderes para que seja dada uma hora de parar esse massacre.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, também se mostrou "gravemente alarmado" com a escalada, alertando que ela aprofunda as consequências catastróficas para milhões de palestinos. Enquanto isso, a população civil de Gaza continua presa em um ciclo de violência, fome e desespero, com o cheiro da morte pairando sobre os escombros que já foram seus lares.
Com informações de: France 24, O Globo, UN News, BBC News, Vatican News, UOL. ■