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Flotilha humanitária relata ataques com drones e explosões ao largo da Grécia
Organizadores da missão Global Sumud afirmam que embarcações foram alvo em águas internacionais; Israel havia prometido impedir a chegada do grupo a Gaza
Oriente-Medio
Foto: https://www.esquerdadiario.com.br/IMG/logo/thumbs_b_c_2acecc065ae230e8c02e9f0015e6ac1c.jpg?1758124737
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■   Bernardo Cahue, 24/09/2025

Os organizadores da Flotilha Global Sumud, uma missão civil que transporta ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, denunciaram que suas embarcações foram alvo de uma série de ataques na terça-feira, 23 de setembro, enquanto navegavam ao largo da costa da Grécia.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o grupo relatou que "múltiplos drones e objetos não identificados foram lançados, as comunicações foram bloqueadas e foram ouvidas explosões em vários barcos". A flotilha descreveu os incidentes como "operações psicológicas", mas afirmou que não seriam intimidados em sua missão de quebrar o bloqueio israelita a Gaza.

De acordo com os relatos dos ativistas a bordo:

  • Mais de 15 drones foram avistados direcionados a pelo menos oito das embarcações.
  • Os rádios de comunicação sofreram interferência, com transmissão de música alta, impedindo o contato entre os barcos.
  • Vídeos compartilhados pela organização mostram o momento de uma das explosões, registrada a bordo do barco Spectre.

Entre os participantes de alto perfil que estão na flotilha estão a ativista ambiental sueca Greta Thunberg e a coordenadora do Bloco de Esquerda portuguesa, Mariana Mortágua, que também divulgou imagens dos incidentes.

Este não é o primeiro contratempo enfrentado pela missão. A flotilha, que partiu de Barcelona no início de setembro e é composta por mais de 50 pequenas embarcações de 44 países, já havia relatado supostos ataques com drones quando suas embarcações estavam atracadas na Tunísia.

O governo de Israel, que na segunda-feira (22/09) afirmou publicamente que não permitiria que os navios da flotilha chegassem a Gaza, ofereceu como alternativa que a ajuda humanitária fosse descarregada no porto israelita de Ascalon, de onde seria transferida para o território palestiniano. A proposta foi rejeitada pelos organizadores, que a consideram uma "prática recorrente" para "obstruir e atrasar a ajuda". O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel declarou que "tomará as medidas necessárias" para impedir a violação do bloqueio naval.

A situação da Flotilha Global Sumud gerou preocupação internacional. Num comunicado conjunto, os ministros das Relações Exteriores de 16 países, incluindo Brasil, Colombia, Espanha e África do Sul, expressaram preocupação com a segurança dos participantes e apelaram para que todos se abstenham de "qualquer ato ilegal ou violento contra a Flotilha".

Com informações de: Euronews, DN Portugal, CNN Portugal, SIC Notícias, Notícias ao Minuto, Ministério das Relações Exteriores da Turquia, Al Jazeera. ■

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