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Nesta segunda-feira (22), a Itália foi palco de uma greve geral e uma onda de protestos em solidariedade ao povo palestino e contra a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza. Convocados por sindicatos, os atos mobilizaram dezenas de milhares de pessoas em mais de 75 cidades e paralisaram setores-chave da economia, resultando em confrontos violentos com a polÃcia em Milão e na condenação pública do governo liderado por Giorgia Meloni.
A greve, de 24 horas, foi organizada por centrais sindicais como a USB (Unione Sindacale di Base) e teve como alvo principal o setor de transportes. De acordo com os organizadores, os impactos foram significativos:
As manifestações tomaram as ruas de norte a sul do paÃs, com tensões escalando para confrontos em algumas localidades:
A primeira-ministra Giorgia Meloni classificou os atos de violência como "ultrajantes" e afirmou que ações de "vândalos" prejudicam os cidadãos italianos e não ajudam a população de Gaza. O ministro do Interior, Matteo Piantedosi, denunciou uma "ação violenta deliberada" contra a polÃcia.
A postura do governo italiano, no entanto, é vista pelos organizadores dos protestos como parte do problema. Eles denunciam a "inércia" de Roma e da União Europeia, que se recusam a impor sanções a Israel e a reconhecer o Estado palestino. Pesquisa citada pela mÃdia indica que 40,6% dos italianos apoiam esse reconhecimento.
Os protestos na Itália ocorrem em um momento de grande tensão internacional. Na véspera, paÃses como Reino Unido, Austrália, Canadá e Portugal reconheceram oficialmente o Estado da Palestina nas Nações Unidas, movimento que a Itália, sob o governo Meloni, ainda não pretende acompanhar.
A ofensiva israelense em Gaza, que teve inÃcio após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, já causou mais de 65 mil mortes palestinas, segundo o Ministério da Saúde local, cifra considerada confiável pela ONU. A crise humanitária no território é extrema, com a população enfrentando fome, desnutrição e deslocamento em massa.
Com informações de: G1, BBC, Expresso, Associated Press, Euronews, RFI, Gazeta do Povo, UN News. ■