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Israel assassina primeiro-Ministro do Governo Houthi no Iêmen
Ataque aéreo em Sanaa mata Ahmed al-Rahawi e outros ministros, gerando condenações internacionais e ameaças de retaliação
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 31/08/2025

Em uma escalada significativa do conflito no Oriente Médio, Israel assassinou o primeiro-ministro do governo Houthi no Iêmen, Ahmed Ghaleb al-Rahawi, durante um ataque aéreo realizado na quinta-feira (28/08/2025) na capital Sanaa. O ataque também resultou na morte de vários outros ministros do gabinete Houthi.

O primeiro-ministro al-Rahawi foi atingido quando aviões israelenses bombardearam um edifício onde ele e outros membros do governo Houthi participavam de um workshop administrativo. O grupo Houthi, que controla grande parte do noroeste do Iêmen desde a guerra civil há uma década, confirmou as mortes em um comunicado no sábado (30/08).

Operação de Inteligência Precisão

Fontes militares israelenses descreveram a operação, batizada de "Drop of Luck" (Gota de Sorte), como dependente de inteligência em tempo real que aproveitou uma "janela de inteligência estreita". O ataque foi aprovado pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, e pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em consulta com o chefe do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir.

Reações Imediatas e Ameaças

O líder Houthi, Abdul-Malik al-Houthi, denunciou o ataque em um discurso televisivo, classificando-o como uma adição ao "registro criminal do inimigo israelense na região" e prometendo que o grupo "não será enfraquecido pela agressão". O ministro da Defesa Houthi, Mohamed al-Atifi, emitiu um comunicado antes do ataque (ou possivelmente depois, com timing não claro) afirmando que o grupo está pronto para confrontar Israel.

Do lado israelense, o ministro da Defesa Israel Katz afirmou que o ataque foi "um golpe esmagador" contra os Houthis e acrescentou: "este é apenas o começo". Netanyahu havia feito ameaças públicas no domingo (31/08), prometendo "eliminar todos os líderes Houthis".

Contexto Estratégico Regional

Os Houthis, grupo alinhado ao Irã, iniciaram uma campanha de ataques com mísseis e drones contra alvos israelenses e navios internacionais no Mar Vermelho e no Golfe de Aden após o início da guerra em Gaza em outubro de 2023. Eles afirmam que essas ações são em solidariedade ao povo palestino e para pressionar Israel a levantar o bloqueio à Faixa de Gaza.

Israel respondeu com uma série de ataques aéreos contra infraestrutura Houthi no Iêmen, mas até agora não havia visado diretamente figuras políticas de alto escalão do grupo. Este assassinato marca uma mudança significativa na estratégia israelense.

Impacto Limitado no Poder Houthi

Analistas apontam que a morte de al-Rahawi, um líder visto mais como uma figura simbólica do que operacional, provavelmente não paralisará as capacidades militares do grupo. O poder real dentro dos Houthis reside firmemente nas mãos de seu líder Abdul-Malik al-Houthi e de seu círculo interno de comandantes militares.

Mohammed Miftah, vice-primeiro-ministro, foi rapidamente nomeado para assumir as funções de primeiro-ministro interino, indicando uma transição suave.

Crise Humanitária e Instabilidade

O Iêmen, já assolado por uma década de guerra civil e uma grave crise humanitária, agora enfrenta nova instabilidade. Em um desenvolvimento preocupante, os Houthis invadiram escritórios de agências da ONU (UNICEF e Programa Mundial de Alimentos) em Sanaa no domingo (31/08), detendo pelo menos 11 funcionários. Isso exacerbou as tensões com a comunidade internacional e dificultou o trabalho de ajuda humanitária.

O assassinato do primeiro-ministro Houthi por Israel representa uma perigosa escalada que ameaça aprofundar ainda mais o conflito regional. Embora Israel busque dissuadir futuros ataques Houthis, a história recente sugere que tais ações podem, em vez disso, endurecer a resistência do grupo e prolongar o sofrimento do povo iemenita.

Com informações de: China Daily Asia, TradingView, The New York Times, Verity News, Ynet News, Al Jazeera, Arab News. ■

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