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Em uma das mais graves crises diplomáticas recentes na América Latina, Estados Unidos e Venezuela entraram em rota de colisão militar nas últimas 12 horas, com o envio de três navios de guerra norte-americanos para águas caribenhas e a mobilização de 4,5 milhões de milicianos pelo governo de Nicolás Maduro.
Os destróieres USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson - armados com sistemas antimÃssil Aegis e mÃsseis de ataque - foram deslocados para o sul do Caribe como parte de uma operação antidrogas que mobiliza aproximadamente 4.000 marinheiros e fuzileiros navais, além de aeronaves espiãs P-8 e um submarino de ataque.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que o presidente Donald Trump está preparado para usar "toda a força americana" contra o regime venezuelano, acusando Maduro de ser "um chefe fugitivo de cartel narcoterrorista" ao invés de um presidente legÃtimo.
Em resposta imediata, Nicolás Maduro anunciou a ativação de 4,5 milhões de milicianos em todo o território nacional, declarando: "Nenhum império tocará o solo sagrado da Venezuela". O lÃder venezuelano ordenou o armamento da população civil com "mÃsseis e fuzis para a classe trabalhadora" no que ele descreveu como um plano especial de segurança.
O governo brasileiro demonstrou preocupação com a escalada e já materializou sua apreensão com o envio de tropas e material militar para a fronteira com a Venezuela. O general Tomás Ribeiro Paiva, chefe do Exército brasileiro, confirmou o reforço do efetivo em Roraima, estado sob jurisdição do Comando Militar da Amazônia.
Analistas internacionais alertam que a crise pode ter desdobramentos regionais imprevisÃveis. Bernardo Salgado Rodrigues, professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da UFRJ, advertiu que uma intervenção militar dos EUA na Venezuela "abre precedente para outras intervenções na região" e pode causar consequências particularmente na fronteira norte do Brasil.
Flávia Loss de Araújo, professora de Relações Internacionais do Instituto Mauá de Tecnologia, acrescentou que uma invasão efetiva enfrentaria obstáculos significativos internos nos EUA, incluindo a necessária autorização do Congresso Americano e a oposição da opinião pública norte-americana.
Esta crise representa o ponto mais alto de tensão entre os paÃses desde que Trump classificou o cartel de Sinaloa e o grupo Tren de Aragua como "organizações terroristas estrangeiras" no inÃcio de seu mandato, em fevereiro.
Com informações de: CNN Brasil, BBC, BNC Amazonas, Correio Braziliense, G1, Folha de S.Paulo, Sociedade Militar
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