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EUA intensificam pressão militar contra Venezuela em busca por Maduro
Envio de tropas e aumento de recompensa para US$ 50 milhões acirram tensões com Rússia e ameaçam estabilidade regional
Central e Caribe
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■   Bernardo Cahue, 20/08/2025

O governo dos Estados Unidos, sob a administração Trump, elevou significativamente sua ofensiva contra a Venezuela nos últimos dias, com medidas que incluem o envio de navios de guerra para o Caribe e o aumento para US$ 50 milhões da recompensa por informações que levem à prisão ou condenação do presidente Nicolás Maduro.

A procuradora-geral americana, Pam Bondi, acusou publicamente Maduro de ser "um dos maiores narcotraficantes do mundo" e uma ameaça à segurança nacional dos EUA, alegando que ele utiliza organizações terroristas para trazer drogas e violência ao país.

Como parte da escalada, três navios destróieres de mísseis guiados - USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson - estão sendo enviados para a região com aproximadamente 4.000 marinheiros e fuzileiros navais. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que os EUA estão preparados para "usar toda sua força" para frear o fluxo de drogas em direção ao país.

O governo venezuelano respondeu veementemente às ameaças, afirmando que as ações americanas colocam em risco a "paz e a estabilidade de toda a região". O ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, classificou o aumento da recompensa como uma "operação de propaganda política ridícula".

Em demonstração de força, Maduro anunciou o destacamento de 4,5 milhões de milicianos armados como parte de um "plano de paz" nacional, exortando-os a estarem "preparados, ativados e armados".

Especialistas alertam que a escalada representa riscos geopolíticos significativos, particularmente considerando a estreita aliança entre Venezuela e Rússia. Recentemente, os dois países firmaram um Acordo de Cooperação e Associação Estratégica que abrange cooperação em defesa, energia, comércio e finanças.

Este acordo inclui:

  • Fortalecimento de capacidades técnico-militares
  • Cooperação na luta contra o terrorismo internacional
  • Exploração conjunta de jazidas de petróleo e gás natural
  • Desenvolvimento de infraestrutura financeira independente para contornar sanções ocidentais

Henry Navas Nieves, chefe do programa de mestrado de História Militar da Universidade Militar Bolivariana da Venezuela, sugere que os EUA estão aplicando um "novo modelo de guerra" que evita confrontações armadas diretas, preferindo medidas de assédio e coercitivas unilaterais.

Analistas apontam que a crise venezuelana ocorre em um contexto internacional mais amplo, onde:

  1. Rússia e China buscam expandir sua influência na América Latina
  2. Os EUA tentam reafirmar sua hegemonia regional
  3. Venezuela enfrenta uma crise económica profunda agravada por sanções internacionais
  4. A disputa territorial com Guyana pelo Esequibo adiciona outra camada de complexidade

O resultado desta escalada pode definir não apenas o futuro da Venezuela, mas também o equilíbrio de poder no hemisfério ocidental e as relações entre potências globais em um mundo cada vez mais multipolar.

Com informações de: CNN Brasil, G1, BBC, Brasil de Fato, Deutsche Welle, UOL, El País, Resumen Latinoamericano

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