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Crise humanitária alcança níveis catastróficos em Gaza sob intensos bombardeios israelenses
Enquanto potências globais emitem alertas urgentes sobre a escalada da fome, ofensiva militar provoca centenas de mortes e agrava o colapso no território sitiado
Oriente-Medio
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTNGgxX8_PsGYvG4zN2kjrwiAHpkyvZ9O0UwA&s
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■   Bernardo Cahue, 13/08/2025

As Forças de Defesa de Israel intensificaram os bombardeios à Faixa de Gaza nesta quarta-feira (13/08), com ataques aéreos e terrestres concentrados na Cidade de Gaza, Khan Younis e áreas centrais. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 123 pessoas morreram apenas nas últimas 24 horas – o maior número semanal em sete dias – elevando o total de vítimas fatais do conflito para aproximadamente 61 mil palestinos desde outubro de 2023. Entre os mortos, mais de 18 mil são crianças.

Simultaneamente, a fome atinge níveis sem precedentes, classificada como "Catástrofe Humanitária" (Fase 5, o nível mais grave) pela FAO. Austrália, União Europeia, Reino Unido, Canadá e México emitiram alertas formais sobre o risco de morte em massa por inanição. Dados oficiais confirmam que pelo menos 227 pessoas morreram de fome e desnutrição, incluindo 103 crianças. Somente nas últimas semanas, 875 palestinos foram mortos ao buscar alimentos em filas de distribuição ou perto de comboios humanitários.

Mulheres e crianças sofrem de forma desproporcional:

  • Mulheres representam milhares das vítimas fatais, com relatos de execuções sumárias, violência sexual e tratamento degradante por tropas israelenses.
  • Mais de 20 mil crianças foram internadas por desnutrição aguda entre abril e julho; 3 mil em estado grave .
  • 17 mil menores estão desacompanhados ou separados das famílias, e 1 milhão vivem com trauma profundo.

A comunidade humanitária também é alvo: 270 profissionais de imprensa foram mortos, incluindo cinco jornalistas da Al Jazeera em um único ataque com drone. Equipes médicas enfrentam ataques diretos, com 735 incidentes contra sistemas de saúde documentados pela OMS, resultando em 917 mortes de trabalhadores do setor.

A ONU posicionou-se de forma contundente:

  • O Conselho de Segurança realizou sessão de emergência, alertando que a planejada ocupação militar da Cidade de Gaza pode deslocar 800 mil pessoas e causar "outra calamidade".
  • O secretário-geral assistente Miroslav Jenca declarou que a única solução é um "cessar-fogo total, imediato e permanente".
  • Endossou a Declaração de Nova Iorque, que exige fim da guerra, libertação de reféns e implementação urgente de uma solução de dois Estados.

Divergências globais aprofundam-se:

  • EUA isolaram-se ao não apoiar a reunião de emergência no Conselho de Segurança .
  • Reino Unido e França ameaçaram reconhecer o Estado Palestino se Israel não parar a guerra.
  • 144 países, incluindo Brasil, já reconhecem a Palestina; potências ocidentais resistem.

Enquanto o Hamas mantém conversações no Cairo sobre cessar-fogo e ajuda humanitária, a ONU alerta: sem acesso livre a suprimentos e fim imediato das hostilidades, uma geração inteira em Gaza será exterminada.

Com informações de: Agência Brasil, News UN, UOL Notícias.

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