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Hospitais de Gaza à beira do colapso: sem sangue
Bloqueio e conflito paralisam estoques, agravando crise humanitária e colocando milhares de vidas em risco
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 11/07/2025
Os hospitais na Faixa de Gaza enfrentam uma escassez crítica de sangue e componentes sanguíneos, com estoques atuais incapazes de suprir a demanda mensal. O bloqueio israelense, em vigor desde 2 de março de 2025, impediu a entrada de suprimentos médicos essenciais, incluindo bolsas de sangue, agravando a crise sanitária em meio a bombardeios constantes.

Em junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou seu primeiro envio de sangue após meses de restrições: 2.000 unidades foram entregues ao Complexo Médico Nasser, em Khan Younis. A quantia, no entanto, é considerada "uma gota no oceano" diante do fluxo crescente de feridos — muitos atingidos em ataques a zonas civis ou em pontos de distribuição de alimentos.

A situação é especialmente grave em maternidades e UTIs neonatais, onde a desnutrição aguda entre gestantes elevou os partos prematuros. Incubadoras operam com quatro a cinco bebês simultaneamente, e abortos espontâneos chegam a nove por dia na Cidade de Gaza, em parte atribuídos à falta de nutrição e imunidade.

Com 94% dos hospitais parcial ou totalmente destruídos 68 e apenas 12 unidades de saúde oferecendo serviços limitados, a OMS alerta para o colapso iminente do sistema. Obstáculos logísticos e ataques a ambulâncias (56 documentados desde março) dificultam até transfusões emergenciais.

O Ministério da Saúde de Gaza reforça o apelo por estoques sanguíneos e acesso humanitário irrestrito. Enquanto isso, a OMS pressiona por um cessar-fogo imediato e a abertura de todas as rotas de ajuda para "inundar" o território com insumos.

Com informações de Xinhua, UOL, Gaúcha Zero Hora, ONU/OMS e EBC. ■

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