Novos ataques israelenses intensificam crise humanitária enquanto negociações de cessar-fogo ganham impulso internacional
Oriente-Medio
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■ Bernardo Cahue, 29/06/2025
Novos ataques israelenses na Faixa de Gaza resultaram em mais de 100 mortes entre sexta-feira e este domingo, segundo autoridades de saúde palestinas. Bombardeios atingiram campos de refugiados, áreas residenciais e infraestruturas civis, incluindo uma casa e um abrigo escolar no bairro de al-Tuffah, onde 20 pessoas morreram – nove delas crianças.
O total de mortos no conflito desde outubro de 2023 ultrapassa 56 mil palestinos, com mais de 6 mil óbitos registrados apenas após o fim do último cessar-fogo em março. Hospitais como o Al-Ahli operam no limite, sem insumos para atender centenas de feridos.
Denúncias revelam que soldados israelenses receberam ordens para atirar deliberadamente em civis desarmados que buscavam ajuda humanitária. Testemunhas relatam que tropas usaram metralhadoras e granadas contra multidões em pontos de distribuição de alimentos. Mais de 500 palestinos morreram nos últimos meses ao tentar obter comida, agravando a crise de fome na região.
Enquanto isso, perspectivas de um novo cessar-fogo surgem com a visita do ministro israelense Ron Dermer a Washington na próxima semana. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que negociações avançam, pressionado por famÃlias de reféns ainda mantidos em Gaza. O Hamas insiste que libertará todos os cativos apenas com o fim da guerra – condição rejeitada por Israel.
A Defesa Civil de Gaza alerta: estruturas estão destruÃdas, e equipes de resgate não conseguem verificar todos os ataques devido a restrições de acesso. A ONU reitera que a maioria das vÃtimas são civis.
Com informações de Reuters, Brasil de Fato, Carta Capital, G1, AFP e Al-Jazeera.■