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Crise de desaparecimentos de mulheres alauítas abala Síria pós-Assad
Ao menos 33 mulheres da minoria alauíta desapareceram em 2024, com relatos de sequestros e tráfico; autoridades minimizam casos
Oriente-Medio
Foto: https://www.reuters.com/resizer/v2/GQ6RHPW4RNNDNI34O25XXY3GWI.jpg?auth=c91058baf790a96e28f5ae5bd647d8987b786f490a087bce2c1f25e803126f9f&width=960&quality=80
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■   Bernardo Cahue, 27/06/2025
(Foto: Sírios alauítas fogem da violência sectária de suas cidades a pé pelo rio Nahr El Kabir, no Líbano)

Após a queda de Bashar al-Assad em dezembro de 2023, a minoria alauíta síria enfrenta uma onda de violência sectária. Desde março, ao menos 33 mulheres e adolescentes alauítas, entre 16 e 39 anos, desapareceram nas regiões costeiras de Tartous, Latakia e Hama — redutos da comunidade.

Famílias relatam sequestros com exigências de resgate (US$ 1,5 mil a US$ 100 mil) e ameaças de tráfico humano. Três vítimas confirmaram estar fora da Síria. Apesar das denúncias, autoridades locais atribuem os sumiços a conflitos familiares ou fugas voluntárias, sem apresentar provas.

A Comissão de Inquérito da ONU investiga o fenômeno, documentando seis casos neste ano. Testemunhos revelam padrões: mulheres são abordadas em plena luz do dia, e famílias acusam a polícia de negligência. O medo persiste, com muitas evitando escolas e ruas.

Enquanto metade das desaparecidas retornou (sem detalhar as circunstâncias), o paradeiro de outras, como Abeer Suleiman — cuja família pagou US$ 15 mil sem resgatá-la —, permanece desconhecido. O governo interino promete apurar a violência sectária, mas não comenta os sequestros.

Com informações da Reuters.■

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